Dá-me a mansuetude
do orvalho
que eu regue de paz
as manhãs
dá-me a mansuetude
da brisa
que eu jamais ceda
às horas de tempestade.
Ah! Se eu tivesse
asas
rasgaria a pele
dos céus
aprisionaria as nuvens
e levar-te-ia
para passear
sobre os campos.
Ah! Se eu tivesse
guelras
romperia a fronteira
dos mares
e carregar-te-ia
no vão das ondas
até os reinos mágicos
dos fundos oceanos.
Ah! Se eu tivesse alma
tivera, teria?
Eu alçaria voos
e deitar-me-ia
ao teu lado.